quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O declínio da pregação em nossos púlpitos

Os nossos púlpitos necessitam de pregadores comprometidos com a exposição da Palavra de Deus, não de animadores, políticos, palhaços, aproveitadores e milagreiros com fama de "avivalistas". O rebanho de Deus sofre e geme comendo palha ao invés de trigo, pois os nossos púlpitos (salvo honrosas exceções) não traz uma mensagem do Céu, mas do coração dos pregadores, que pregam "outro evangelho", pois é uma mensagem adocicada, triunfalista,  antropocêntrica. Não tenho nada contra mensagens extraídas do Antigo Testamento, mas é um verdadeiro milagre alguém vir a Cristo, quando o pregador prega sobre Davi vencer Golias, não havendo espaço algum para falar sobre pecado, perdão, arrependimento e outros temas que apontem para a Cruz de Cristo. Que pregação evangelística é essa? Por falta do que expor, os pregadores mudam de assunto várias vezes e terminam usando o tempo para orar. Nada contra, mas antes de orar é preciso criar um clima "espiritual" com uma música de fundo, chamar a congregação para a frente e depois de meias hora falando aí é que vão orar. Quando o pregador pensa unicamente no seu próprio prestígio e fica incomodado com o silêncio da congregação, logo inventa pérolas como "diga para o irmão que está ao seu lado..." ao invés de transmitir todo o conselho de Deus, demonstrando que realmente esteve preocupado em levar uma mensagem de Deus ao Seu Povo. Mas como vamos deixar de ter sermões feitos de qualquer jeito se nossos pregadores não querem ser humildes e procurar o aperfeiçoamento? Se os pregadores não buscarem a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento, como é que a Igreja cumprirá sua missão no mundo? Deus vai cobrar pela obra feita de modo relaxado, pela busca do interesse próprio ao invés da busca pela glória de Deus.   

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