terça-feira, 20 de novembro de 2012

LIVROS RECOMENDADOS

O ano de 2012 já está perto do fim e resolvi postar o que li nesse ano, esperando que tais leituras possam trazer edificação pessoal para sua vida.

Estudos no sermão do monte (Lloyd-Jones, FIEL)

Os Puritanos (Lloyd-Jones, PES)

Este mundo: lugar de lazer ou campo de batalha? (A. W. Tozer, DANPREWAN)

Com vergonha do Evangelho; Chaves para o crescimento espiritual; O Evangelho de Jesus; O Evangelho segundo os apóstolos; Nossa suficiência em Cristo; Ouro de tolo? (John MacArthur, FIEL)

A supremacia de Deus na pregação (John Piper, SHEDD)

As parábolas de Lucas (Kenneth Bailey, VIDA NOVA)

A mensagem do Evangelho (John Stott, ABU)

Pregação ao alcance de todos (Hans Ulrich Reifler, Vida Nova)

Existe mesmo o crente carnal? (Ernest Reisinger, FIEL)

O que há de errado com a pregação de hoje? (Al Martin, FIEL)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A SAUDAÇÃO CRISTÃ (COLOSSENSES 1.1-2)

Paulo nunca esteve em Colossos e começa sua carta esclarecendo o seu direito de enviar uma carta à Igreja daquela cidade. Ele o faz com uma só palavra: é apóstolo, e acrescenta: é apóstolo pela vontade de Deus. Diferentemente dos autoproclamados apóstolos modernos e de muitos maus pastores, Paulo recebeu seu comissionamento diretamente do Senhor Jesus. Logo, ser apóstolo não é um capricho, uma decisão pessoal, não é algo que se ganha ou se obtém, mas é algo que se recebe de Deus. (extraído do Comentário de William Barclay)

Tal constatação é muito relevante, pois vivemos dias em que temos o desprazer de testemunharmos maus obreiros fundarem igrejas visando unicamente o lucro e o próprio prestígio. As pobres ovelhas gemem sob o cajado desses mercenários, já que os maus pastores não querem somente membros, querem, principalmente, contribuintes. O seu alvo é financeiro. Aqui em Natal não foi diferente, o mau obreiro sai com o rabo entre as pernas fugindo da disciplina que deveria receber pelos seus atos e, logo em seguida, abre uma igreja arrastando centenas de membros incautos. Aí está um mau obreiro, cismático e voltado somente ao lucro! E como consegue tanta atenção? É simples, oferece cargos e posições para quem considera o ministério cristão ocasião para enriquecer. Como você me enoja! Você é uma fraude e seu fim será conforme suas obras.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

A INSENSATEZ DA DOUTRINA DO PURGATÓRIO

A Igreja Católica Romana desenvolveu uma doutrina na qual se defende que todos os que morrem em paz com a igreja, mas que não são perfeitos, devem passar por um sofrimento punitivo e purificador em um reino intermediário conhecido como purgatório. Apenas aqueles que alcançaram um estado de perfeição cristã vão imediatamente para o céu. Todos os adultos que não foram batizados e aqueles que depois do batismo cometeram pecado mortal vão imediatamente para o inferno. A grande maioria dos cristãos parcialmente santificados que morrem em comunhão com a igreja, mas que apesar disso estão embaraçados com alguma parcela de pecado, vão para o purgatório onde, por um período de tempo mais longo ou mais curto, sofrem até que todo o pecado seja purificado, depois do que, são trasladados para o céu.

A Igreja Católica Romana afirma que o batismo remove toda a culpa anterior, tanto do pecado original como do real, de modo que se uma pessoa morresse imediatamente depois do batismo iria diretamente para o céu. Todos os demais devem passar pelo purgatório a fim de pagar pelos pecados cometidos depois do batismo.

Tal doutrina não se baseia na Bíblia, mas numa distinção que Roma faz dividindo o pecado em duas categorias: o pecado mortal e o pecado venal. O pecado mortal é uma grave ofensa contra a lei de Deus ou da igreja. É chamado de mortal porque mata a alma privando-a totalmente da graça santificadora. O pecado venal é uma ofensa pequena e perdoável contra Deus e as leis da igreja.

Esta doutrina confusa e antibíblica repousa na presenção de que, embora Deus perdoe o pecado, a Sua justiça não obstante exige que o pecador sofra todo o castigo devido por ele, para que tenha permissão de entrar no céu. Tal distinção é ilógica, pois seria  mesmo que perdoar um criminoso pela culpa de seu crime e ainda assim enviá-lo à prisão para que sofra por ele.

Pode ser dito que esta foi uma das doutrinas católicas que mais perverteram o Evangelho, mais incutiram o medo e mais escravizaram as pessoas ao Catolicismo Romano. O repúdio a esta doutrina foi uma das molas propulsoras da Reforma Protestante, já que a Igreja Católica fazia uso de tal ensinamento para obter lucro, ensinando que o período de sofrimento pode ser abreviado através de ofertas em dinheiro, orações feitas pelo padre, e missas, cujas ofertas, orações e missas podem ser fornecidas pela pessoa antes da morte ou pelos parentes e amigos depois da morte. Quanto mais satisfação a pessoa provê enquanto viva, menos resta para ser expiado no purgatório.O resultado, particularmente entre o povo ignorante e inculto, tem sido que a Igreja Romana vende a salvação por dinheiro.

Se qualquer um de nós tivesse realmente o poder de soltar as almas do purgatório e se recusasse a exercer esse poder exceto em troca de pagamento em dinheiro, seria considerado cruel e anticristão. A insistência na transação financeira para que uma alma possa ser solta indica claramente o propósito sinistro para o qual a doutrina do purgatório foi inventada.

(Trechos extraídos do Livro "Catolicismo Romano", de Loraine Boettner, IBR, páginas 176, 177, 179 e 180)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O cristão e a "pirataria"

Estou interrompendo minhas reflexões sobre temas bíblicos em virtude de uma prática bastante disseminada na internet e que já é bastante praticada por pessoas que professam o Cristianismo: a digitalização de livros evangélicos e sua disponibilização em sites e blogs. Os que disponibilizam tais livros não contam com a autorização de autores e editoras, sendo, portanto, um ato que lesa o direito dos proprietários das obras. Há os que defendem que as editoras vendem muito caro seus livros. Há os que afirmam que estão fazendo uma obra de "evangelização", uma obra em favor do Reino de Deus. Confesso que já baixei muitos livros e artigos, mas nunca deixei de prestigiar o trabalho das nossas editoras cristãs. As Editoras Fiel e Monergismo, por exemplo, disponibilizaram diversos livros e conteúdos para download, mas nem por isso deixei de comprar sob a justificativa que é caro, que as editoras lucram absurdamente. Se é caro, poupe dinheiro ou use o seu cartão de crédito (com bom senso, é claro), mas não use desculpas esfarrapadas para justificar seus atos. Exerça seu Cristianismo também nessa área! Apoie os autores e editoras que divulgam conteúdo edificante! Não se esconda atrás da desculpa que é caro e que está acima de suas posses! Ser pobre não é pecado, mas não seja avarento. Será que você gostaria de ter seu trabalho desvalorizado e recebesse menos do que merece? A Bíblia diz que o obreiro é digno de seu salário, mas como as editoras vão subsistir se todos se acham no direito de disponibilizar títulos e mais títulos na web, burlando muito mais do que a lei dos homens e ainda sob o pretexto de fazer a obra de Deus. Quando fazia o seminário teológico, eu não possuía recursos financeiros, mas anelava pela aquisição de uma biblioteca teológica para estudo e edificação, não somente para mim mas para quantos pudesse ensinar. Deus me proporcionou a condição de comprar os livros de conteúdo doutrinário sólido, entre os quais muitos livros de referência. Confesso que fiquei triste ao ver que as editoras são obrigadas a entrar com processos contra alguns sites que alegam ser cristãos para poder cessar a prática do ilícito. Reflita a respeito.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

COMO PODEMOS TER COMUNHÃO COM DEUS? (1 JOÃO 1.5-21))

O caráter de Deus é expresso como luz, enquanto que a índole do homem é expresso como trevas. A passagem assevera que Deus é luz, logo, se andarmos na luz teremos comunhão com Ele. Se queremos viver em comunhão com Deus, nossos valores, compromissos, atitudes e comportamentos devem estar em harmonia com o caráter de Deus.

Certas pessoas afirmaram ter comunhão com Deus, porém andam em trevas, pois falam de Deus, mas continuam na prática do pecado, o que desmente a sua confissão de fé. Tais pessoas sustentavam que seria possível ter um estilo de vida pecaminoso e manter comunhão com Deus. Outros ainda diziam que não tinham pecado algum.

Diferentemente, João afirma que aqueles que andam na luze podem até falhar em alguns pontos, mas encontram perdão com base na obra redentória de Jesus, nosso Advogado junto ao Pai. Se alguns insistem na prática obstinada do pecado, podem ter como certo de que nada possuem em comum com Deus.

A base da nossa comunhão com Deus não será a nossa falta de pecado, mas, sim, o perdão proporcionado por Jesus, que é a propiciação pelos nossos pecados.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A GENEALOGIA DE JESUS CRISTO (MATEUS 1.1-17)

O interesse por genealogias era comum entre os judeus, já que a preservação de registros genealógicos tinha como propósito estabelecer a linhagem familiar e o direito de ocupar determinada posição, como o sacerdócio. (tal informação nos fornece o contexto histórico e cultural reinante naquela época)

A leitura de Esdras 2.61-62 nos dará maiores detalhes sobre a relevância de uma genealogia para a mentalidade judaica, servindo como contexto remoto para a passagem ora analisada em nosso primeiro estudo indutivo.

O Evangelho segundo Mateus, conforme é afirmado por inúmeros comentaristas, foi escrito primordialmente para os judeus, estando o texto repleto de citações diretas ou indiretas do Antigo Testamento que servem para demonstrar que Jesus é o Messias, o Rei dos Judeus e descendente direto de Davi.

Logo no início do Evangelho, Mateus trata de apresentar as credenciais de Jesus, trazendo o registro genealógico de Jesus, que segue a linhagem de José e, curiosamente, é organizada em três grupos de catorze pessoas cada, sendo um dado bastante significativo, pois a soma das letras que compõem o nome de Davi é 14.

Um fato que chama a atenção na leitura dos nomes da genealogia é a inclusão de mulheres, o que certamente chamou a atenção dos judeus, pois não era comum incluir mulheres em genealogias, especialmente gentias. Fazendo um exercício de análise do contexto remoto, leia Gênesis 38.6-30; Josué 2; Rute 1.4; 2 Samuel 11 e Isaías 7.14.

O que torna especial a genealogia de Jesus é que mostra claramente que Deus é o Senhor da História e que cumpre o Seu propósito, derrubando barreiras espirituais, sociais e culturais.

Em Jesus é derrubada a barreira que separa o judeu do gentio, pois a salvação é estendida a todos os povos da terra.

Em Jesus, a barreira que separa o homem da mulher é derrubada, pois ambos estão igualmente perto do amor de Deus e são igualmente importantes.

Em Jesus, a barreira que separa o Santo do pecador é derrubada, pois Deus mesmo veio estar com os homens, o Emanoel, Deus conosco.

Na Sua encarnação, Jesus não se envergolhou de Sua árvore genealógica e não se envergonhará de chamar-nos de irmãos e conduzir-nos à vida eterna.

Como tarefa adicional, realize um exercício de observação de contexto remoto e leia a genealogia contida no Evangelho de Lucas, capítulo 3.23-38, para identificar as semelhanças e distinções de cada genealogia. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Princípios bíblicos para o trabalho

Em homenagem ao Dia do Trabalhador decidi postar um breve estudo acerca da perspectiva bíblica sobre o trabalho, tendo como base o texto que está em Colossenses 3.22-24:

"Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo;" (ARA)

A Bíblia declara que o homem é um ser responsável e que cada um deve dar contas de sua mordomia da vida, logo, o que o homem é e o que ele faz são coisas muito importantes. A maneira como nos conduzimos nessa vida afeta não somente nosso relacionamento com as demais pessoas, mas também com Deus e com nós mesmos. Com base nessas considerações preliminares, como deve ser a atitude do crente diante dos problemas do trabalho cotidiano?

A Bíblia tem muito a dizer acerca do trabalho, sendo certo dizer que Deus deve estar em primeiro lugar também no nosso trabalho cotidiano, pois em tudo o nome Dele deve ser glorificado. Todas as nossas atividades, relações e obrigações trabalhistas devem ser realizadas sob essa perspectiva, pois o crente deve confiar no cuidado amoroso de Deus e viver sob Sua dependência, sabendo que se buscamos a Deus primeiramente e cuidamos em fazer a Sua vontade, as demais coisas se ajustarão naturalmente.

Se encararmos o nosso trabalho como uma forma de servimos a Deus, toda a nossa atitude se modificará e passaremos a trabalhar melhor, dando bom testemunho e alcançando vidas pelo exemplo. O crente que realiza bem o seu trabalho pode testemunhar melhor para aqueles que o cercam e é provável que a maneira como o crente se porta seja o único evangelho que este mundo indiferente vai ler. A vida de um trabalhador temente a Deus será como um farol, advertindo os homens e guiando-os ao porto eterno.

O crente possui responsabilidades também para com o seu empregador, devendo ser honesto e íntegro em tudo quanto faz. O uso que faz do tempo e dos materiais de trabalho é muito importante. Jamais deve dar margem às dúvidas quanto ao uso indevido de coisas alheias ou quanto às tarefas que lhe são atribuídas.

O crente deve trabalhar e realizar serviços úteis e produtivos, não sendo preguiçoso ou indolente, pois o seu patrão paga sua remuneração esperando dedicação e esforço. O Livro dos Provérbios possui diversas passagens que destacam o valor do trabalho e reprovam a preguiça:

1) A descrição da preguiça: Provérbios 19.24; Provérbios 21.25,26; 

2) A consequência da preguiça: Provérbios 19.15; Provérbios 20.4;

3) O contraste entre a preguiça e o trabalho: Provérbios 12.11,24,27;

4) O trabalho é recomendado: Provérbios 22.29.

Por fim, o trabalho fornece, além do sustento necessário, o senso de satisfação e de realização pessoal, sendo certo que o privilégio de trabalhar, de ter um papel na vida e de alegrar-se nisso, é um dom de Deus (Eclesiastes 5.18,19).


terça-feira, 24 de abril de 2012

Estudos Bíblicos Indutivos

No mês de maio de 2012 darei início a uma série de postagens na forma de estudos bíblicos indutivos que podem ser adaptados para uso na Escola Bíblica Dominical, culto doméstico ou até mesmo como breves sermões. Tais estudos foram extraídos das mais diversas fontes, mas sempre com a preocupação de reunir mensagens fiéis ao texto bíblico, sem promover falsas doutrinas nem violentar as regras de interpretação bíblica, como infelizmente fazem certos "professores" e "pregadores". Agradeço quaisquer contribuições, comentários e críticas construtivas, pois nada busco além de edificação pessoal, para mim mesmo e para meus irmãos em Cristo. Soli Deo Gloria!

TEORIA E PRÁTICA

Recentemente tive um diálogo com um jovem que estava lendo um livro de Stanley Gundry (Panorama do Novo Testamento, da Edições Vida Nova). Confesso que fiquei feliz em saber que existem pessoas que anelam conhecer mais sobre Deus e sobre Sua Palavra, pois querem servir melhor, adorar melhor e viver melhor nesse mundo caído. No curto espaço de tempo em que compartilhamos verdades fundamentais da fé cristã, aproveitei para estimular meu jovem irmão ao estudo da Teologia Cristã, indicando livros, editoras, autores e sites com conteúdo edificante, de modo que ele pudesse fortalecer ainda mais sua fé com conteúdo doutrinário sólido. Percebi, no decorrer do diálogo, que ele desejava "viver o Cristianismo", pôr em prática um modo de vida cristão. Não discordei do meu jovem irmão, mas o adverti de que é preciso conhecer o que se deseja praticar. O Cristianismo não pode ser teórico, meramente intelectual, mas deve permear nossa existência através de ações que redundem em glória ao nosso Deus. Por outro lado, há o risco de um Cristianismo experimental, baseado nos sentidos e impressões subjetivistas de cada um, o que termina descambando para um misticismo exarcerbado e práticas que não condizem com o claro ensino das Escrituras. Verifico que o anti-intelectualismo, a rejeição do estudo sistemático da Bíblia e o preconceito contra o estudo da Teologia são justificados com frases tais "o que importa é praticar a fé", mas como é possível orar, louvar, adorar e servir a Deus sem conhecimento algum Dele? Como é possível defender sua fé dos ataques de tantos adversários (ateus, satanistas, espíritas, membros de seitas, muçulmanos, ...) sem o treinamento proporcionado pela Apologética? como é possível ensinar, pregar e pastorear o rebanho de Deus sem as ferramentas fornecidas pela Hermenêutica, Homilética e outras disciplinas? Será que esquecem que é Deus quem santifica o nosso entendimento, quem nos capacita a compreender a Sua Palavra. Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, disse que temos diferentes dons e, especificamente aos que possuem capacitação para ensinar, exortou: "se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Romanos 12.7b). Boa base doutrinária leva a boas práticas. Ensino e pregação feitos relaxadamente fatalmente levarão ao declínio da igreja, seja por escândalos, seja por heresias, seja por uma ética relativista e mundana, que jamais será a ética cristã!

Onde está o Espírito está a Igreja

Conforme observado pelo Doutor John Gerstner, "Católica Romana" é um termo contradiitório. Católico significa universal; romano significa particular. São os crentes e não os católicos que acreditam em uma igreja católica. Os crentes crêem que a igreja é universal ou católica; Roma não consegue encontrá-la além de sua própria comunhão.Nossa fórmula é Ubi Spiritus ibi ecclesia (onde está o Espírito está a igreja), o lema romanista é Ubi ecclesia ibi Spiritus (onde está a igreja está o Espírito).

O Bispo Ryle, por sua vez, observou que existem muitas igrejas, mas o Novo Testamento reconhece apenas uma única verdadeira igreja, a que é composta de todos os crentes no Senhor Jesus. É uma igreja na qual todos os membros nasceram de novo do Espírito Santo. Todos Eles possuem arrependimento para com Deus, fé para com o nosso Senhor Jesus Cristo e santidade de vida e comportamento. É a igreja que não depende de formas, cerimônias, catedrais, templos, vestes, órgãos ou qualquer ato de favor que seja proveniente da mão do homem. Ela geralmente vive e prossegue quando todas estas coisas lhe são tiradas. Esta é a única igreja que é realmente universal. Seus membros se encontram em todas as partes do mundo onde o Evangelho é recebido e crido. (Recomendo a leitura dos escritos do Bispo J. C. Ryle e o acesso ao blog Projeto Ryle)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O declínio da pregação em nossos púlpitos

Os nossos púlpitos necessitam de pregadores comprometidos com a exposição da Palavra de Deus, não de animadores, políticos, palhaços, aproveitadores e milagreiros com fama de "avivalistas". O rebanho de Deus sofre e geme comendo palha ao invés de trigo, pois os nossos púlpitos (salvo honrosas exceções) não traz uma mensagem do Céu, mas do coração dos pregadores, que pregam "outro evangelho", pois é uma mensagem adocicada, triunfalista,  antropocêntrica. Não tenho nada contra mensagens extraídas do Antigo Testamento, mas é um verdadeiro milagre alguém vir a Cristo, quando o pregador prega sobre Davi vencer Golias, não havendo espaço algum para falar sobre pecado, perdão, arrependimento e outros temas que apontem para a Cruz de Cristo. Que pregação evangelística é essa? Por falta do que expor, os pregadores mudam de assunto várias vezes e terminam usando o tempo para orar. Nada contra, mas antes de orar é preciso criar um clima "espiritual" com uma música de fundo, chamar a congregação para a frente e depois de meias hora falando aí é que vão orar. Quando o pregador pensa unicamente no seu próprio prestígio e fica incomodado com o silêncio da congregação, logo inventa pérolas como "diga para o irmão que está ao seu lado..." ao invés de transmitir todo o conselho de Deus, demonstrando que realmente esteve preocupado em levar uma mensagem de Deus ao Seu Povo. Mas como vamos deixar de ter sermões feitos de qualquer jeito se nossos pregadores não querem ser humildes e procurar o aperfeiçoamento? Se os pregadores não buscarem a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento, como é que a Igreja cumprirá sua missão no mundo? Deus vai cobrar pela obra feita de modo relaxado, pela busca do interesse próprio ao invés da busca pela glória de Deus.