segunda-feira, 25 de junho de 2012

A INSENSATEZ DA DOUTRINA DO PURGATÓRIO

A Igreja Católica Romana desenvolveu uma doutrina na qual se defende que todos os que morrem em paz com a igreja, mas que não são perfeitos, devem passar por um sofrimento punitivo e purificador em um reino intermediário conhecido como purgatório. Apenas aqueles que alcançaram um estado de perfeição cristã vão imediatamente para o céu. Todos os adultos que não foram batizados e aqueles que depois do batismo cometeram pecado mortal vão imediatamente para o inferno. A grande maioria dos cristãos parcialmente santificados que morrem em comunhão com a igreja, mas que apesar disso estão embaraçados com alguma parcela de pecado, vão para o purgatório onde, por um período de tempo mais longo ou mais curto, sofrem até que todo o pecado seja purificado, depois do que, são trasladados para o céu.

A Igreja Católica Romana afirma que o batismo remove toda a culpa anterior, tanto do pecado original como do real, de modo que se uma pessoa morresse imediatamente depois do batismo iria diretamente para o céu. Todos os demais devem passar pelo purgatório a fim de pagar pelos pecados cometidos depois do batismo.

Tal doutrina não se baseia na Bíblia, mas numa distinção que Roma faz dividindo o pecado em duas categorias: o pecado mortal e o pecado venal. O pecado mortal é uma grave ofensa contra a lei de Deus ou da igreja. É chamado de mortal porque mata a alma privando-a totalmente da graça santificadora. O pecado venal é uma ofensa pequena e perdoável contra Deus e as leis da igreja.

Esta doutrina confusa e antibíblica repousa na presenção de que, embora Deus perdoe o pecado, a Sua justiça não obstante exige que o pecador sofra todo o castigo devido por ele, para que tenha permissão de entrar no céu. Tal distinção é ilógica, pois seria  mesmo que perdoar um criminoso pela culpa de seu crime e ainda assim enviá-lo à prisão para que sofra por ele.

Pode ser dito que esta foi uma das doutrinas católicas que mais perverteram o Evangelho, mais incutiram o medo e mais escravizaram as pessoas ao Catolicismo Romano. O repúdio a esta doutrina foi uma das molas propulsoras da Reforma Protestante, já que a Igreja Católica fazia uso de tal ensinamento para obter lucro, ensinando que o período de sofrimento pode ser abreviado através de ofertas em dinheiro, orações feitas pelo padre, e missas, cujas ofertas, orações e missas podem ser fornecidas pela pessoa antes da morte ou pelos parentes e amigos depois da morte. Quanto mais satisfação a pessoa provê enquanto viva, menos resta para ser expiado no purgatório.O resultado, particularmente entre o povo ignorante e inculto, tem sido que a Igreja Romana vende a salvação por dinheiro.

Se qualquer um de nós tivesse realmente o poder de soltar as almas do purgatório e se recusasse a exercer esse poder exceto em troca de pagamento em dinheiro, seria considerado cruel e anticristão. A insistência na transação financeira para que uma alma possa ser solta indica claramente o propósito sinistro para o qual a doutrina do purgatório foi inventada.

(Trechos extraídos do Livro "Catolicismo Romano", de Loraine Boettner, IBR, páginas 176, 177, 179 e 180)

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