Estou interrompendo minhas reflexões sobre temas bíblicos em virtude de uma prática bastante disseminada na internet e que já é bastante praticada por pessoas que professam o Cristianismo: a digitalização de livros evangélicos e sua disponibilização em sites e blogs. Os que disponibilizam tais livros não contam com a autorização de autores e editoras, sendo, portanto, um ato que lesa o direito dos proprietários das obras. Há os que defendem que as editoras vendem muito caro seus livros. Há os que afirmam que estão fazendo uma obra de "evangelização", uma obra em favor do Reino de Deus. Confesso que já baixei muitos livros e artigos, mas nunca deixei de prestigiar o trabalho das nossas editoras cristãs. As Editoras Fiel e Monergismo, por exemplo, disponibilizaram diversos livros e conteúdos para download, mas nem por isso deixei de comprar sob a justificativa que é caro, que as editoras lucram absurdamente. Se é caro, poupe dinheiro ou use o seu cartão de crédito (com bom senso, é claro), mas não use desculpas esfarrapadas para justificar seus atos. Exerça seu Cristianismo também nessa área! Apoie os autores e editoras que divulgam conteúdo edificante! Não se esconda atrás da desculpa que é caro e que está acima de suas posses! Ser pobre não é pecado, mas não seja avarento. Será que você gostaria de ter seu trabalho desvalorizado e recebesse menos do que merece? A Bíblia diz que o obreiro é digno de seu salário, mas como as editoras vão subsistir se todos se acham no direito de disponibilizar títulos e mais títulos na web, burlando muito mais do que a lei dos homens e ainda sob o pretexto de fazer a obra de Deus. Quando fazia o seminário teológico, eu não possuía recursos financeiros, mas anelava pela aquisição de uma biblioteca teológica para estudo e edificação, não somente para mim mas para quantos pudesse ensinar. Deus me proporcionou a condição de comprar os livros de conteúdo doutrinário sólido, entre os quais muitos livros de referência. Confesso que fiquei triste ao ver que as editoras são obrigadas a entrar com processos contra alguns sites que alegam ser cristãos para poder cessar a prática do ilícito. Reflita a respeito.
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