Estou interrompendo minhas reflexões sobre temas bíblicos em virtude de uma prática bastante disseminada na internet e que já é bastante praticada por pessoas que professam o Cristianismo: a digitalização de livros evangélicos e sua disponibilização em sites e blogs. Os que disponibilizam tais livros não contam com a autorização de autores e editoras, sendo, portanto, um ato que lesa o direito dos proprietários das obras. Há os que defendem que as editoras vendem muito caro seus livros. Há os que afirmam que estão fazendo uma obra de "evangelização", uma obra em favor do Reino de Deus. Confesso que já baixei muitos livros e artigos, mas nunca deixei de prestigiar o trabalho das nossas editoras cristãs. As Editoras Fiel e Monergismo, por exemplo, disponibilizaram diversos livros e conteúdos para download, mas nem por isso deixei de comprar sob a justificativa que é caro, que as editoras lucram absurdamente. Se é caro, poupe dinheiro ou use o seu cartão de crédito (com bom senso, é claro), mas não use desculpas esfarrapadas para justificar seus atos. Exerça seu Cristianismo também nessa área! Apoie os autores e editoras que divulgam conteúdo edificante! Não se esconda atrás da desculpa que é caro e que está acima de suas posses! Ser pobre não é pecado, mas não seja avarento. Será que você gostaria de ter seu trabalho desvalorizado e recebesse menos do que merece? A Bíblia diz que o obreiro é digno de seu salário, mas como as editoras vão subsistir se todos se acham no direito de disponibilizar títulos e mais títulos na web, burlando muito mais do que a lei dos homens e ainda sob o pretexto de fazer a obra de Deus. Quando fazia o seminário teológico, eu não possuía recursos financeiros, mas anelava pela aquisição de uma biblioteca teológica para estudo e edificação, não somente para mim mas para quantos pudesse ensinar. Deus me proporcionou a condição de comprar os livros de conteúdo doutrinário sólido, entre os quais muitos livros de referência. Confesso que fiquei triste ao ver que as editoras são obrigadas a entrar com processos contra alguns sites que alegam ser cristãos para poder cessar a prática do ilícito. Reflita a respeito.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
COMO PODEMOS TER COMUNHÃO COM DEUS? (1 JOÃO 1.5-21))
O caráter de Deus é expresso como luz, enquanto que a índole do homem é expresso como trevas. A passagem assevera que Deus é luz, logo, se andarmos na luz teremos comunhão com Ele. Se queremos viver em comunhão com Deus, nossos valores, compromissos, atitudes e comportamentos devem estar em harmonia com o caráter de Deus.
Certas pessoas afirmaram ter comunhão com Deus, porém andam em trevas, pois falam de Deus, mas continuam na prática do pecado, o que desmente a sua confissão de fé. Tais pessoas sustentavam que seria possível ter um estilo de vida pecaminoso e manter comunhão com Deus. Outros ainda diziam que não tinham pecado algum.
Diferentemente, João afirma que aqueles que andam na luze podem até falhar em alguns pontos, mas encontram perdão com base na obra redentória de Jesus, nosso Advogado junto ao Pai. Se alguns insistem na prática obstinada do pecado, podem ter como certo de que nada possuem em comum com Deus.
A base da nossa comunhão com Deus não será a nossa falta de pecado, mas, sim, o perdão proporcionado por Jesus, que é a propiciação pelos nossos pecados.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
A GENEALOGIA DE JESUS CRISTO (MATEUS 1.1-17)
O interesse por genealogias era comum entre os judeus, já que a preservação de registros genealógicos tinha como propósito estabelecer a linhagem familiar e o direito de ocupar determinada posição, como o sacerdócio. (tal informação nos fornece o contexto histórico e cultural reinante naquela época)
A leitura de Esdras 2.61-62 nos dará maiores detalhes sobre a relevância de uma genealogia para a mentalidade judaica, servindo como contexto remoto para a passagem ora analisada em nosso primeiro estudo indutivo.
O Evangelho segundo Mateus, conforme é afirmado por inúmeros comentaristas, foi escrito primordialmente para os judeus, estando o texto repleto de citações diretas ou indiretas do Antigo Testamento que servem para demonstrar que Jesus é o Messias, o Rei dos Judeus e descendente direto de Davi.
Logo no início do Evangelho, Mateus trata de apresentar as credenciais de Jesus, trazendo o registro genealógico de Jesus, que segue a linhagem de José e, curiosamente, é organizada em três grupos de catorze pessoas cada, sendo um dado bastante significativo, pois a soma das letras que compõem o nome de Davi é 14.
Um fato que chama a atenção na leitura dos nomes da genealogia é a inclusão de mulheres, o que certamente chamou a atenção dos judeus, pois não era comum incluir mulheres em genealogias, especialmente gentias. Fazendo um exercício de análise do contexto remoto, leia Gênesis 38.6-30; Josué 2; Rute 1.4; 2 Samuel 11 e Isaías 7.14.
O que torna especial a genealogia de Jesus é que mostra claramente que Deus é o Senhor da História e que cumpre o Seu propósito, derrubando barreiras espirituais, sociais e culturais.
Em Jesus é derrubada a barreira que separa o judeu do gentio, pois a salvação é estendida a todos os povos da terra.
Em Jesus, a barreira que separa o homem da mulher é derrubada, pois ambos estão igualmente perto do amor de Deus e são igualmente importantes.
Em Jesus, a barreira que separa o Santo do pecador é derrubada, pois Deus mesmo veio estar com os homens, o Emanoel, Deus conosco.
Na Sua encarnação, Jesus não se envergolhou de Sua árvore genealógica e não se envergonhará de chamar-nos de irmãos e conduzir-nos à vida eterna.
Como tarefa adicional, realize um exercício de observação de contexto remoto e leia a genealogia contida no Evangelho de Lucas, capítulo 3.23-38, para identificar as semelhanças e distinções de cada genealogia.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Princípios bíblicos para o trabalho
Em homenagem ao Dia do Trabalhador decidi postar um breve estudo acerca da perspectiva bíblica sobre o trabalho, tendo como base o texto que está em Colossenses 3.22-24:
"Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo;" (ARA)
A Bíblia declara que o homem é um ser responsável e que cada um deve dar contas de sua mordomia da vida, logo, o que o homem é e o que ele faz são coisas muito importantes. A maneira como nos conduzimos nessa vida afeta não somente nosso relacionamento com as demais pessoas, mas também com Deus e com nós mesmos. Com base nessas considerações preliminares, como deve ser a atitude do crente diante dos problemas do trabalho cotidiano?
A Bíblia tem muito a dizer acerca do trabalho, sendo certo dizer que Deus deve estar em primeiro lugar também no nosso trabalho cotidiano, pois em tudo o nome Dele deve ser glorificado. Todas as nossas atividades, relações e obrigações trabalhistas devem ser realizadas sob essa perspectiva, pois o crente deve confiar no cuidado amoroso de Deus e viver sob Sua dependência, sabendo que se buscamos a Deus primeiramente e cuidamos em fazer a Sua vontade, as demais coisas se ajustarão naturalmente.
Se encararmos o nosso trabalho como uma forma de servimos a Deus, toda a nossa atitude se modificará e passaremos a trabalhar melhor, dando bom testemunho e alcançando vidas pelo exemplo. O crente que realiza bem o seu trabalho pode testemunhar melhor para aqueles que o cercam e é provável que a maneira como o crente se porta seja o único evangelho que este mundo indiferente vai ler. A vida de um trabalhador temente a Deus será como um farol, advertindo os homens e guiando-os ao porto eterno.
O crente possui responsabilidades também para com o seu empregador, devendo ser honesto e íntegro em tudo quanto faz. O uso que faz do tempo e dos materiais de trabalho é muito importante. Jamais deve dar margem às dúvidas quanto ao uso indevido de coisas alheias ou quanto às tarefas que lhe são atribuídas.
O crente deve trabalhar e realizar serviços úteis e produtivos, não sendo preguiçoso ou indolente, pois o seu patrão paga sua remuneração esperando dedicação e esforço. O Livro dos Provérbios possui diversas passagens que destacam o valor do trabalho e reprovam a preguiça:
1) A descrição da preguiça: Provérbios 19.24; Provérbios 21.25,26;
2) A consequência da preguiça: Provérbios 19.15; Provérbios 20.4;
3) O contraste entre a preguiça e o trabalho: Provérbios 12.11,24,27;
4) O trabalho é recomendado: Provérbios 22.29.
Por fim, o trabalho fornece, além do sustento necessário, o senso de satisfação e de realização pessoal, sendo certo que o privilégio de trabalhar, de ter um papel na vida e de alegrar-se nisso, é um dom de Deus (Eclesiastes 5.18,19).
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