quarta-feira, 1 de maio de 2013

O APÓSTOLO PEDRO DÁ UMA AULA DE PREGAÇÃO

O semão de Pedro, registrado em Atos 2, foi o primeiro sermão cristão proferido até aquele dia. Em vários pontos-chave é um sermão modelo, um padrão para todos os sermões evangelísticos subsequentes. O simples fato de falar em pé, em vez de seguir o costume tradicional de sentar-se para ensinar, tornou-se uma prática para os oradores cristãos até nossos dias.

Note-se o conteúdo do sermão. Primeiro, Pedro começou falando da situação atual. Referiu-se aos recentes acontecimentos em Jerusalém e interpretou o significado dos sinais que acompanharam a penetração do Espírito Santo nos corações. Em outras palavras, a mensagem era contextualmente apropriada. Segundo, o sermão estava enraizado na Escritura. Pedro citou os escritos inspirados de Joel e Davi na proclamação do Evangelho. Era como se Pedro tivesse um jornal em sua mão esquerda e a Escritura em sua mão direita. Ele proclamou a verdade da Escritura no momento presente. Terceiro, anunciou Jesus Cristo crucificado e levantado para ser Senhor e Messias.

Resumindo, podemos dizer que a mensagem de Pedro era contextual, bíblica e centrada em Cristo. Ou, dizendo de outra forma, a mensagem de Pedro era adequada ao momento, firmada na Escritura e centrada em Cristo.

O resultado da proclamação de Pedro foi a persuasão. Quando Jesus Cristo era anunciado, o Espírito Santo persuadia o povo. À medida que o Espírito convencia o povo, Pedro o convidava a se arrepender. Na realidade, ele o instava com muitas palavras a fazê-lo. Toda pregação cristã precisa ser orientada no sentido de convidar as pessoas a tomar a decisão. Tal decisão implica abandonar a vida egocêntrica e seguir Jesus Cristo. A pregação cristã chama as pessoas ao arrependimento, à conversão.

quinta-feira, 21 de março de 2013

ETERNA VIGILÂNCIA

Em Lucas 4.13, lemos: "Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno". As palavras em português "até momento oportuno" poderiam ser entendidas por alguém, que às vezes o crente fica livre das tentações de Satanás, e que assim pode relaxar em sua vigilância. As palavras gregas, entretanto, não permitem que tenhamos tal pensamento. O pensamento do texto original é que Satanás afastou-se de nosso Senhor até uma ocasião mais propícia ou favorável, quando nosso Senhor estivesse em estado mais suscetível à tentação, quando então Satanás poderia operar com mais eficácia. O termo "apartou-se" vem de um vocábulo grego que literalmente siginifca "afastar-se um pouco". Assim sendo, Satanás nunca deixa o crente sozinho. Se Satanás cessar em sua atividade, será somente para afastar-se um pouco, para aguardar por ocasião em que o crente seja mais suscetível à tentação. Por conseguinte, o preço da vitória sobre Satanás é a eterna vigilância, "para que Satanás não alcance vantagem sobre nós pois não lhe ignoramos os desígnios" (II Coríntios 2.11).

(Extraído de um estudo de K. S. Wuest)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

LIVROS RECOMENDADOS

O ano de 2012 já está perto do fim e resolvi postar o que li nesse ano, esperando que tais leituras possam trazer edificação pessoal para sua vida.

Estudos no sermão do monte (Lloyd-Jones, FIEL)

Os Puritanos (Lloyd-Jones, PES)

Este mundo: lugar de lazer ou campo de batalha? (A. W. Tozer, DANPREWAN)

Com vergonha do Evangelho; Chaves para o crescimento espiritual; O Evangelho de Jesus; O Evangelho segundo os apóstolos; Nossa suficiência em Cristo; Ouro de tolo? (John MacArthur, FIEL)

A supremacia de Deus na pregação (John Piper, SHEDD)

As parábolas de Lucas (Kenneth Bailey, VIDA NOVA)

A mensagem do Evangelho (John Stott, ABU)

Pregação ao alcance de todos (Hans Ulrich Reifler, Vida Nova)

Existe mesmo o crente carnal? (Ernest Reisinger, FIEL)

O que há de errado com a pregação de hoje? (Al Martin, FIEL)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A SAUDAÇÃO CRISTÃ (COLOSSENSES 1.1-2)

Paulo nunca esteve em Colossos e começa sua carta esclarecendo o seu direito de enviar uma carta à Igreja daquela cidade. Ele o faz com uma só palavra: é apóstolo, e acrescenta: é apóstolo pela vontade de Deus. Diferentemente dos autoproclamados apóstolos modernos e de muitos maus pastores, Paulo recebeu seu comissionamento diretamente do Senhor Jesus. Logo, ser apóstolo não é um capricho, uma decisão pessoal, não é algo que se ganha ou se obtém, mas é algo que se recebe de Deus. (extraído do Comentário de William Barclay)

Tal constatação é muito relevante, pois vivemos dias em que temos o desprazer de testemunharmos maus obreiros fundarem igrejas visando unicamente o lucro e o próprio prestígio. As pobres ovelhas gemem sob o cajado desses mercenários, já que os maus pastores não querem somente membros, querem, principalmente, contribuintes. O seu alvo é financeiro. Aqui em Natal não foi diferente, o mau obreiro sai com o rabo entre as pernas fugindo da disciplina que deveria receber pelos seus atos e, logo em seguida, abre uma igreja arrastando centenas de membros incautos. Aí está um mau obreiro, cismático e voltado somente ao lucro! E como consegue tanta atenção? É simples, oferece cargos e posições para quem considera o ministério cristão ocasião para enriquecer. Como você me enoja! Você é uma fraude e seu fim será conforme suas obras.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

A INSENSATEZ DA DOUTRINA DO PURGATÓRIO

A Igreja Católica Romana desenvolveu uma doutrina na qual se defende que todos os que morrem em paz com a igreja, mas que não são perfeitos, devem passar por um sofrimento punitivo e purificador em um reino intermediário conhecido como purgatório. Apenas aqueles que alcançaram um estado de perfeição cristã vão imediatamente para o céu. Todos os adultos que não foram batizados e aqueles que depois do batismo cometeram pecado mortal vão imediatamente para o inferno. A grande maioria dos cristãos parcialmente santificados que morrem em comunhão com a igreja, mas que apesar disso estão embaraçados com alguma parcela de pecado, vão para o purgatório onde, por um período de tempo mais longo ou mais curto, sofrem até que todo o pecado seja purificado, depois do que, são trasladados para o céu.

A Igreja Católica Romana afirma que o batismo remove toda a culpa anterior, tanto do pecado original como do real, de modo que se uma pessoa morresse imediatamente depois do batismo iria diretamente para o céu. Todos os demais devem passar pelo purgatório a fim de pagar pelos pecados cometidos depois do batismo.

Tal doutrina não se baseia na Bíblia, mas numa distinção que Roma faz dividindo o pecado em duas categorias: o pecado mortal e o pecado venal. O pecado mortal é uma grave ofensa contra a lei de Deus ou da igreja. É chamado de mortal porque mata a alma privando-a totalmente da graça santificadora. O pecado venal é uma ofensa pequena e perdoável contra Deus e as leis da igreja.

Esta doutrina confusa e antibíblica repousa na presenção de que, embora Deus perdoe o pecado, a Sua justiça não obstante exige que o pecador sofra todo o castigo devido por ele, para que tenha permissão de entrar no céu. Tal distinção é ilógica, pois seria  mesmo que perdoar um criminoso pela culpa de seu crime e ainda assim enviá-lo à prisão para que sofra por ele.

Pode ser dito que esta foi uma das doutrinas católicas que mais perverteram o Evangelho, mais incutiram o medo e mais escravizaram as pessoas ao Catolicismo Romano. O repúdio a esta doutrina foi uma das molas propulsoras da Reforma Protestante, já que a Igreja Católica fazia uso de tal ensinamento para obter lucro, ensinando que o período de sofrimento pode ser abreviado através de ofertas em dinheiro, orações feitas pelo padre, e missas, cujas ofertas, orações e missas podem ser fornecidas pela pessoa antes da morte ou pelos parentes e amigos depois da morte. Quanto mais satisfação a pessoa provê enquanto viva, menos resta para ser expiado no purgatório.O resultado, particularmente entre o povo ignorante e inculto, tem sido que a Igreja Romana vende a salvação por dinheiro.

Se qualquer um de nós tivesse realmente o poder de soltar as almas do purgatório e se recusasse a exercer esse poder exceto em troca de pagamento em dinheiro, seria considerado cruel e anticristão. A insistência na transação financeira para que uma alma possa ser solta indica claramente o propósito sinistro para o qual a doutrina do purgatório foi inventada.

(Trechos extraídos do Livro "Catolicismo Romano", de Loraine Boettner, IBR, páginas 176, 177, 179 e 180)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O cristão e a "pirataria"

Estou interrompendo minhas reflexões sobre temas bíblicos em virtude de uma prática bastante disseminada na internet e que já é bastante praticada por pessoas que professam o Cristianismo: a digitalização de livros evangélicos e sua disponibilização em sites e blogs. Os que disponibilizam tais livros não contam com a autorização de autores e editoras, sendo, portanto, um ato que lesa o direito dos proprietários das obras. Há os que defendem que as editoras vendem muito caro seus livros. Há os que afirmam que estão fazendo uma obra de "evangelização", uma obra em favor do Reino de Deus. Confesso que já baixei muitos livros e artigos, mas nunca deixei de prestigiar o trabalho das nossas editoras cristãs. As Editoras Fiel e Monergismo, por exemplo, disponibilizaram diversos livros e conteúdos para download, mas nem por isso deixei de comprar sob a justificativa que é caro, que as editoras lucram absurdamente. Se é caro, poupe dinheiro ou use o seu cartão de crédito (com bom senso, é claro), mas não use desculpas esfarrapadas para justificar seus atos. Exerça seu Cristianismo também nessa área! Apoie os autores e editoras que divulgam conteúdo edificante! Não se esconda atrás da desculpa que é caro e que está acima de suas posses! Ser pobre não é pecado, mas não seja avarento. Será que você gostaria de ter seu trabalho desvalorizado e recebesse menos do que merece? A Bíblia diz que o obreiro é digno de seu salário, mas como as editoras vão subsistir se todos se acham no direito de disponibilizar títulos e mais títulos na web, burlando muito mais do que a lei dos homens e ainda sob o pretexto de fazer a obra de Deus. Quando fazia o seminário teológico, eu não possuía recursos financeiros, mas anelava pela aquisição de uma biblioteca teológica para estudo e edificação, não somente para mim mas para quantos pudesse ensinar. Deus me proporcionou a condição de comprar os livros de conteúdo doutrinário sólido, entre os quais muitos livros de referência. Confesso que fiquei triste ao ver que as editoras são obrigadas a entrar com processos contra alguns sites que alegam ser cristãos para poder cessar a prática do ilícito. Reflita a respeito.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

COMO PODEMOS TER COMUNHÃO COM DEUS? (1 JOÃO 1.5-21))

O caráter de Deus é expresso como luz, enquanto que a índole do homem é expresso como trevas. A passagem assevera que Deus é luz, logo, se andarmos na luz teremos comunhão com Ele. Se queremos viver em comunhão com Deus, nossos valores, compromissos, atitudes e comportamentos devem estar em harmonia com o caráter de Deus.

Certas pessoas afirmaram ter comunhão com Deus, porém andam em trevas, pois falam de Deus, mas continuam na prática do pecado, o que desmente a sua confissão de fé. Tais pessoas sustentavam que seria possível ter um estilo de vida pecaminoso e manter comunhão com Deus. Outros ainda diziam que não tinham pecado algum.

Diferentemente, João afirma que aqueles que andam na luze podem até falhar em alguns pontos, mas encontram perdão com base na obra redentória de Jesus, nosso Advogado junto ao Pai. Se alguns insistem na prática obstinada do pecado, podem ter como certo de que nada possuem em comum com Deus.

A base da nossa comunhão com Deus não será a nossa falta de pecado, mas, sim, o perdão proporcionado por Jesus, que é a propiciação pelos nossos pecados.